Operação Hefesto mira fraude de R$ 13,6 milhões em cadastro do INSS

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A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira (13) a Operação Hefesto contra fraudes de R$ 13,6 milhões no CNIS (Cadastro Nacional de Informações Sociais),
do INSS. A ação é coordenada pela força-tarefa Previdenciária, que
integra a Secretaria de Previdência, a PF e o Ministério Público
Federal.

O cadastro é um banco de dados com informações sobre o trabalhador. O
sistema é usado para conceder e calcular o valor do benefício.


A investigação identificou um esquema que inseria de forma extemporânea vínculos trabalhistas fictícios no CNIS.



Segundo a PF, as informações eram transmitidas via sistema “SEFIP/Conectividade Social” — GFIP (Guia de Recolhimento do FGTS
e Informações à Previdência Social), servindo de base para a concessão
de benefícios de auxílio-doença e de aposentadoria por invalidez, cujas
patologias apresentadas são relativas a transtornos mentais e
comportamentais.



A Federal estima que o prejuízo com a concessão de 127 benefícios
fraudulentos alcance R$ 13,6 milhões. O valor do prejuízo evitado com a
consequente suspensão dos benefícios ativos, levando-se em consideração a
expectativa de vida média da população brasileira, é de aproximadamente
R$ 28 milhões.



São cumpridos 17 mandados – dois de prisão preventiva e 15 de busca e
apreensão – em São Luís e São José de Ribamar, no Maranhão, Fortaleza e
Caucaia, no Ceará. A Justiça determinou também o arresto de bens e de
veículos em nome dos investigados e ordenou que o INSS suspenda e
bloqueie o pagamento de 37 benefícios que ainda estão ativos.



Em nota, a PF informou que as investigações começaram em 2013, a partir
de levantamentos da Coordenação-Geral de Inteligência Previdenciária
(COINP), parte da Secretaria de Previdência do Ministério da Fazenda.



“O esquema criminoso contava com a participação de um advogado, este
também sócio de duas empresas utilizadas nas fraudes, de uma técnica em
contabilidade, de duas assistentes sociais e de diversos outros
agenciadores e intermediários”, afirma a PF em nota.



Participam da operação 82 policiais federais e um servidor da Inteligência Previdenciária (Coinp).



Os investigados foram indiciados pelos crimes de estelionato
previdenciário e associação criminosa, cujas penas máximas acumuladas
podem chegar a nove anos e oito meses de prisão, sendo que um dos
investigados também foi indiciado pelo crime de falsificação de
documento público para fins previdenciários.



O nome da operação é uma alusão ao deus grego do trabalho, que segundo
os relatos, tinha grande capacidade de criação. Trata-se de uma
referência a tipologia da fraude perpetrada: vínculos empregatícios
fictícios. FONTE R7.

 

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