Vicente Pires fecha 2019 com melhor infraestrutura

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Desde que surgiu, em 1989, a região de Vicente Pires é castigada pela omissão do Estado. Em 2018, os problemas eclodiram, deixando exposto o descalabro com uma das localidades mais importantes do Distrito Federal.

Então, o que se viu foram vias alagadas, lama até a altura da canela, crateras que se abriam  em meio ao asfalto, tragando o que via pela frente. Uma das imagens que mais chamaram a atenção foi a de um buraco gigante na Rua 3 engolindo uma caminhonete.

Porém, a cara da cidade começou a mudar – e em menos de um ano as obras de drenagem, pavimentação, instalação de meio-fio e calçada estão a todo vapor e hoje alcançam grande parte da Vicente Pires. 

A cidade situada entre as vias Estrutural e EPTG vai perdendo o ar de canteiro de obras e ganhando o tão sonhado aspecto de limpeza e organização que se encontra em outras Regiões Administrativas já consolidadas.

Com menos lama e barro, a população começou a colocar cores alegres na fachada das residências. Benfeitoria que, antes, era inviável.

A Rua 3 é uma das principais avenidas de Vicente Pires – que a cruza entre a via Estrutural e a EPTG. A quadra certamente não será novamente palco da lamentável cena da cratera tragando o carro em outubro do ano passado. 

A avenida ganhou boca-de-lobo e tem hoje 1,3 km de obra concluída, com asfalto, drenagem, calçadas e  meios-fios e prontinhos. A previsão é instalar um total de 15 grelhas de escoamento de água pela rua toda e a cada 60 metros.

Essa água captada na Rua 3 percorre 4,5 km até desembocar numa bacia de contenção com capacidade para 10.000m³. De lá, a água se junta ao Córrego Vicente Pires. “Antes, toda a água vinda desde o Taguaparque desembocava na Rua 3, alagando toda a via. Agora, essa água vai para a bacia”, descreveu o secretário de Cidades, Fernando Leite.

Na Rua 3, faltam serem concluídos 600 metros que a ligam com a Rua 8. Esse trecho ganhou rede de águas pluviais e terraplanagem – e agora só falta a malha asfáltica.


É lá onde Marcos Aurélio, 54 anos, possui uma loja. O comerciante diz que, de tanto sonhar com a obra pronta, se transformou num fiscal. Ele abre e fecha seu comércio junto com o chega-e-sai dos operários. “Estou gostando do ritmo das obras”, avalia. Com bom humor, Marcos diz que a colocação do asfalto e das benfeitorias irá valorizar seu imóvel e comércio. “A gente tá sofrendo. Mas vai valer a pena”, afirma.

Do comércio de Marcos, dá para ver o cruzamento entre a Rua 3 com a 10. Nesta última, foram pavimentados 600 metros em dois meses, de maio a junho. Marcos não vê a hora de poder contar com essas benfeitorias na porta da sua loja.

Perto dali, são 4,5 km de extensão que ganharão malha asfáltica em 2020. Além disso, haverá instalação de calçada, meios-fios e galerias de águas pluviais.

Ao se percorrer a região, pode-se encontrar mais obras concluídas. Dos 3 km de via na Rua 6, pelo menos 95% estão prontas. O pedestre foi contemplado com calçadas largas – e agora serão rebaixados meios-fios para dar acessibilidade a portadores de necessidades especiais.

A Rua 4, onde Rodrigo Campos dos Santos, 29, tem uma distribuidora de bebidas, já não tem mais aspecto de abandono. Ele conta que chegou a pensar em fechar o comércio. “Era difícil de o cliente chegar aqui em meio ao barro e a lama”, recorda. 

Hoje, com 100% de obra concluída, a avenida mudou. As casas ganharam pintura nova. Rodrigo teve a volta dos compradores de seus produtos. Tanto que teve de alugar o prédio ao lado para armazenar suas mercadorias. “No ano passado, eu cheguei a perder 40% de vendas por causa da situação dessa estrada aqui, que não tinha asfalto nenhum. Agora, meus clientes voltaram”, comemora.

As notícias para Vicente Pires são animadoras para 2020. Além da conclusão de todas as obras viárias, o administrador da cidade, Daniel de Castro, pretende levar outras benfeitorias para a localidade. “Queremos instalar com colégio de ensino médio aqui. Além disso, quero trazer para cá um grupamento do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar. Mais quadras de esportes, parques e construir um novo prédio para a Administração Regional, que funciona em área improvisada”, afirma Castro.

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