Projeto da Agefis forma fiscais mirins

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Nesta quarta-feira (16), cerca de 25 estudantes do 5° ano da Escola
Classe 45 de Taguatinga receberem a visita de servidores da Agência de
Fiscalização do Distrito Federal (Agefis). O encontro é resultado da
parceria da Agefis com a Secretaria de Estado de Educação do DF (SEEDF) e
busca fornecer informações sobre a atuação da agência para
conscientizar e sensibilizar a comunidade das escolas públicas do DF.



O projeto educativo preventivo é voltado apenas paras os alunos do 5º
ano, uma vez que é nesse momento que os jovens recebem de maneira mais
incisiva conteúdos ligados à cidadania. Até o momento, seis unidades de
ensino público do DF já receberam a palestra da Agefis – três de
Taguatinga e mais três de Ceilândia. Em novembro de 2017, quanto nasceu o
programa, o local escolhido para ser o piloto da iniciativa foi a
Escola Classe 1 do Incra 8, em Brazlândia. “Na primeira escola, os
meninos já queriam fazer parte da Agefis. A receptividade tem sido
excelente”, lembra a auditora fiscal Ana Paula Paranhos.




O trabalho começa com uma brincadeira, uma espécie de bingo. No jogo,
os estudantes entrevistam quatro colegas de classe para identificar o
que cada um gosta e não gosta na cidade. Muitos revelaram apreciar
praças e parques, mas a maioria concordou que o lixo nas ruas é uma das
coisas que mais desagrada. A partir dessa atividade, a agência aborda
outros assuntos. “Na escola, observamos se há coleta seletiva. Caso não
tenha, já fazemos a proposta de mudança dentro da sala de aula. Dessa
forma, incentivamos o estudante a ser um multiplicador na comunidade”,
explica a servidora da Agefis.




A cidadania e os temas que a permeiam como direitos e deveres, noções
de limite social, equidade e do que se pode ou não se pode fazer,
respeitando o espaço do próximo e os espaços públicos, também integram
tudo o que é ensinado em sala de aula no dia a dia e ganham reforço com
as palestras ministradas pela Agefis. Entre os temáticas trabalhadas
estão as atribuições e contribuições da agência como o combate ao
comércio irregular, à construções irregulares e à grilagem de terras
públicas, bem como a retirada de entulhos e lixo descartados em locais
indevidos, acessibilidade, verificação de faixas e placas instaladas em
locais públicos, monitoramento do DF com uso de drones, a apresentação
do aplicativo da agência para denúncias e a desobstrução da orla do Lago
Paranoá.


Os pequenos ainda aprenderam como deve ser feito a separação dos
lixos seco e orgânico, e descarte de resíduos especiais (pneus, lâmpadas
fluorescentes, medicamentos, entre outros).




Durante a palestra, foram mostradas fotos de locais com lixo
espalhado próximo às escolas. Imediatamente a plateia interessada
identificou a região. Miguel Souza, de 9 anos, já sabe o que fazer para
contribuir com a comunidade, “ajudo a todos e ao meio ambiente catando o
lixo da rua”, disparou o jovem multiplicador.




Para a professora Deane Cardoso, a visita da Agefis veio para somar.
“Aproveitamos diversos assuntos que já tratamos em sala de aula como a
questão do meio ambiente, ecologia, reciclagem, cidadania, o próprio
contexto da cidade de Taguatinga e do DF como um todo. Conseguimos,
inclusive, levar para os alunos tópicos como impostos e ocupação de
terras de uma forma interdisciplinar e também na produção de textos”,
atesta a educadora.




Ao final, todos os participantes receberam o certificado e distintivo
de fiscal mirim da EC 45 de Taguatinga. Ícaro de Oliveira sabe o que
fazer agora que também se tornou um fiscal. “Aprendi que tem que separar
o lixo orgânico e o seco. Que não pode construir casa irregular e, se
construir, vai pagar multa. Agora vou ver onde vai ter lixo e ver se tem
casa irregular”, avisa o estudante de 9 anos. Pedro Augusto, 10 anos,
tem consciência que a natureza é importante e deve ser preservada, para
isso o recado do garoto é claro: jogar lixo no lixo e ajudar aos amigos.
Vou ficar de olho nas construções que não tem autorização”, garantiu o
aluno do 5° ano.




O próximo passo do Agefis nas Escolas será percorrer 13 escolas
classes de Brazlândia que demonstraram interesse em receber as
orientações.

Campanha CLDF

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