Policial civil que atirou em taxista no Sudoeste se entrega e é preso

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O policial civil que atirou contra o taxista Wilson Passatutto, 64 anos,
se apresentou na Corregedoria da Polícia Civil na tarde desta
segunda-feira (26/3), após a corporação pedir a prisão temporária dele.
Davy Rurik Periquito Sad estava com o porte de arma suspenso desde 8 de
novembro do ano passado, mas já tinha tido a pistola da Polícia Civil
recolhida desde janeiro do ano passado, por recomendação da Policlínica.
A arma usada na ocorrência de sexta-feira (23/3) não era oficial e foi
apreendida. Ele estava lotado na 2ª Delegacia de Polícia (Asa Sul), mas
teve licença para tratamento de saúde. Agora, ficará preso
temporariamente por 30 dias.

No sistema da Polícia Civil há nove ocorrências com o nome do
policial, algumas registradas desde 2003. Entre os crimes, estariam
injúria racial, ameaça, apreensão de bens de forma irregular, lesão
corporal como vítima e autor, difamação, vias de fato e lesão corporal
como vítima e autor. No entanto, só o caso de injúria racial qualificada
virou inquérito. Davy ainda assinou três termos circunstanciados de
comparecimento a Justiça: dois de ameaça e outro de lesão corporal.

Agente
de polícia desde fevereiro de 1999, ele pode sofrer, agora, desde uma
suspensão até demissão. De acordo com a Divisão de Comunicação da
Polícia Civil (Divicom), o servidor vai responder criminalmente pelos
fatos. A corporação também instaurou processo administrativo
disciplinar.

A Corregedoria da Polícia Civil já tinha pedido a prisão do agente. O caso corre em segredo de Justiça. O Correio apurou
que o pedido de prisão temporária foi apresentado após as 20h de sábado
(24/3). Entrou no plantão do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e
Territórios (TJDFT) e caiu para análise do juiz de direito Pedro
Oliveira de Vasconcelos. Quem pediu a prisão foi a Divisão de Assuntos
Internos da Corregedoria Geral de Polícia. Como foi decretado o segredo,
a Justiça não informa se já há decisão.

Davy passou pela
24ª Delegacia de Polícia (Setor O — Ceilândia) onde ficou pouco tempo
como agente do plantão. Ele deveria se apresentar ainda nesta semana na
18ª Delegacia de Polícia (Brazlândia). 

Entenda o caso

Davy, agora, responde a um inquérito de tentativa de homicídio contra o taxista Wilson Passatutto.
Ele bateu na traseira do carro de Wilson na noite de sexta-feira
(23/3), no Sudoeste. Ao descer do carro, os dois discutiram e o agente
de polícia atirou contra a vítima. O disparo feriu o taxista no
abdômen e atingiu o fígado, o rim e o pulmão dele. A vítima está
internada em um hospital da Asa Sul em coma induzido e respira com a
ajuda de aparelhos.

Um vídeo mostra o taxista segurando o
homem e gritando por socorro enquanto os carros passam sem parar. De
repente, ouve-se o estampido. Na imagem, os carros da vítima e do autor
estão parados na via. Os dois se levantam do chão após o tiro e vão cada
um para o seu carro. Em seguida, eles deixam o local.

Segundo
o filho da vítima, Eduardo Passatutto, 34 anos, o pai foi dirigindo até
o hospital, onde está internado em estado grave. “Está na UTI (Unidade
de Terapia Intensiva) sob efeito de sedativos”, completa. fonte correio Brasiliense.

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