Futuro presidente vai enfrentar desemprego e inadimplência

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Quase 13 milhões de desempregados, 4,8 milhões de pessoas que desistiram de procurar trabalho e mais de 61 milhões inadimplentes.
Este será o cenário econômico encontrado pelo presidente eleito neste
ano ao chegar no Palácio do Planalto no dia 1º de janeiro de 2019.

Os dados mais recentes revelados pelo IBGE (Instituo Brasileiro de
Geografia), referentes ao trimestre finalizado em julho, apontam que 12,9 milhões de brasileiros estão desocupados, valor que corres

Como o desemprego é sempre o último indicador a reagir às tendências
econômicas, especialistas atentam para a necessidade do próximo
presidente atuar em busca do crescimento econômico e a retomada da
confiança dos empresários.



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“Como a gente está com uma recuperação lenta da economia, o emprego
também está se recuperando lentamente”, explica Marcel Balassiano,
pesquisador da área de economia aplicada do Ibre/FGV (Instituto
Brasileiro de Economia).



Segundo Sílvio Paixão, professor de macroeconomia da Faculdade
Fipecafi, a retomada do crescimento será ditada somente nos últimos três
meses deste ano. “Estamos andando no terceiro trimestre e percebemos
que as vendas no comércio não estão se materializando, a taxa de câmbio
colocou uma pressão adicional no custo da produção e tudo isso vai se
juntar para colocar mais aperto ao longo do ano que vem”, lamenta ele.



Balassiano, avalia ainda que a melhoria do ambiente de nacional como
uma alternativa para a geração de cargos. “Hoje em dia há uma
dificuldade muito grande para se empreender no Brasil. Se isso fosse
mais fácil, teríamos um aumento nos empregos”, observa.



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“Como [o ambiente de negócios] é muito rígido, se torna difícil
contratar e demitir. Isso cria um rigor maior na economia e, quando a
gente tem ciclos de recessão ou de expansão, é necessário se adequar um
pouco a isso”, completa o pesquisador do Ibre.



Investimentos


Outro fator mencionado para estimular o crescimento da economia e,
consequentemente, a geração de empregos, são os investimentos públicos e
privados. Somente no segundo trimestre deste ano, a taxa de
investimento brasileiro representou 16% do PIB, valor abaixo 0,7 ponto
percentual abaixo do observado no mesmo período de 2017.



O economista Eduardo Velho, do Corecon-SP (Conselho Regional de
Economia), afirma que “não há mágica” e destaca para a necessidade do
futuro presidente observar investimentos privados com o intuito de
estimular o que chama de “novo ciclo de crescimento”.



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“Para deixar o setor privado investir, é preciso atrair investidores e
reduzir incertezas com um bom ambiente de negócios. Tem que estimular
privatizações, a abertura econômica com acordos que estimulem as
exportações e se manter comprometido com uma inflação baixa”, explica
Velho.



“Para a gente ter uma retomada maior do crescimento no longo prazo, a
volta dos investimentos tem que ser uma questão primordial”, analisa
Marcel Balassiano, que atribui a atual estagnação do setor à incerteza
eleitoral.



Reformas


Para que a retomada da confiança dos consumidores e empresários seja
efetivada, os economistas também defendem uma posição favorável do
presidente eleito às reformas estruturais para reverter o rombo
bilionário nas contas públicas que herdarão do governo atual.



Balassiano afirma que “há uma série de mudanças que precisam ser realizadas”, mas afirma que a reforma do sistema de aposentadorias deve tratada com prioridade.



“De imediato, a reforma da Previdência seria a mais essencial pelo
momento fiscal que estamos enfrentando, com déficit nesses últimos anos.
Os Estados também estão praticamente quebrados e a Previdência dos
Estados também é uma coisa muito importante”, afirma.



O que pensam os pré-candidatos sobre a reforma da Previdência


Ao defender as reformas para o reestabelecimento da economia, Velho
destaca que o déficit atual impede a busca de crescimento econômico com o
uso de gastos públicos.



“[O futuro presidente] tem que sinalizar que vai priorizar o avanço nas
reformas estruturais, já definir uma equipe econômica com caráter de
independência e também assumir uma posição de comprometimento com o
controle da inflação, o que vai ajudar a derrubar mais os juros”,
explica o economista.

Campanha CLDF

ponde a 12,3% da população economicamente ativa.

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