DF terá campanha de vacinação antirrábica ampliada e itinerante

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Com o objetivo de melhorar a cobertura vacinal contra raiva em cães e
gatos, a Secretaria de Saúde anunciou, nesta terça-feira (26), em
coletiva de imprensa, mudanças na Campanha de Vacinação Antirrábica
Animal deste ano, que será realizada no Distrito Federal de quinta-feira
(28) até 29 de setembro.




Agora, a iniciativa vai ocorrer de segunda a sexta-feira, nos meses
de julho, agosto e setembro, pelo período de 12 semanas, em vez de ser
realizada apenas em três fins de semana, como nos anos anteriores.
Confira a lista completa dos dias e locais onde a campanha será realizada. A abertura será no Hospital Veterinário de Brasília, em Taguatinga.




“A estratégia esse ano é inovadora em relação aos anos anteriores,
mas o objetivo continua sendo a prevenção da raiva animal para evitar a
raiva humana no DF”, comentou o diretor de Vigilância Ambiental em
Saúde, Rafael Almeida.




Além disso, também será feita uma campanha itinerante em todo o
território do DF, envolvendo condomínios, comunidades rurais e áreas
urbanas, permitindo que a população vacine seus animais nos dias úteis.
Em agosto, a inciativa abrangerá também as áreas rurais, em parceria com
a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater).




“No caso dos itinerantes, será um conjunto de equipes móveis que irão
a vários locais, de porta em porta, fazendo busca ativa dos cães e
gatos”, completou.




O subsecretário de Vigilância à Saúde, Marcus Quito, explicou que os dados públicos mostram que temos coberturas menores.



“Pode ser por um motivo relacionado à população estar levando a
estabelecimentos particulares ou por falta de tempo e disponibilidade de
levar nos postos de vacinação abertos na Secretaria de Saúde”, ponderou
Quito.




Para este ano, a expectativa da Secretaria de Saúde é vacinar durante
a campanha cerca de 270 mil cães e gatos, o que representa os 80% do
público-alvo. A população estimada desses animais no DF é de
aproximadamente 340 mil desses animais.




INÍCIO – Outra novidade na campanha de vacinação
está relacionada ao chamado Dia D, data em que concentram esforços para
atingir o objetivo final. Nesta edição, a campanha terá dois em 21 de
julho e 29 de setembro para as áreas urbanas, e 25 de agosto na área
rural. Serão mais de 80 postos disponíveis para vacinação em todo o
Distrito Federal, com a lista dos locais sendo divulgada próxima dos
dias da imunização.




Ao longo de toda a campanha participarão quase 500 profissionais das
secretarias de Saúde e do Meio Ambiente, do Instituto Brasília Ambiental
(Ibram), da Emater, além de universitários do curso de medicina
veterinária de diversas instituições de ensino.




Cães e gatos imunizados em 2017 devem ser vacinados novamente. Foto: Matheus Oliveira/Arquivo SES




Devem ser vacinados cães e gatos saudáveis com idade igual ou maior a
três meses de idade, bem como as fêmeas que estiverem gestantes ou
recém-paridas. Cães e gatos já vacinados na campanha antirrábica do ano
passado devem tomar novamente a dose deste ano.




RAIVA – É uma doença 100% letal ao ser humano. O
vírus é transmitido do animal para o homem principalmente através de
mordida. Cães e gatos são os principais transmissores da doença.




Mesmo a raiva estando controlada no DF é necessário que os cães e
gatos sejam vacinados, pois a vacina é a única forma de prevenção.




O único caso de raiva humana no DF foi registrado em 1978. Já as
ocorrências em cães e gatos se deram nos anos 2000 e 2001,
respectivamente.




Entre os sinais clínicos da raiva, é possível destacar que os cães se
tornam agressivos, mordendo pessoas, animais e objetos, ou ficam
tristes, procurando lugares escuros; o latido torna-se diferente do
normal; ficam de boca aberta e muita salivação; recusam alimento ou
água, tendo dificuldade de engolir (parecendo engasgado); ficam sem
coordenação motora, passam a ter convulsão, paralisia das patas
traseiras (como se estivesse descadeirado); paralisia total e morte.




Em caso de suspeita da doença, é importante deixar o animal em
observação durante 10 dias, em local seguro, para não fugir nem atacar
pessoas ou outros animais. Deve receber água e comida normalmente. Caso
não seja possível observar o animal em casa, encaminhá-lo ao canil da
Diretoria de Vigilância Ambiental em Saúde, da Secretaria de Saúde.


 Leandro Cipriano, da Agência Saúde.

Campanha CLDF

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