candidatos que estão na disputa pelo Buriti deverão registrar as chapas hoje na Justiça Eleitoral

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Os partidos deverão registrar as chapas hoje na Justiça Eleitoral.
Contudo, as conveções não são definitivas. Teoricamente, os partidos
ainda pode fazer revisões até 15 de agosto. Por isso, coligações ainda
estão indefinidas.


Mirando no GDF, Alberto Fraga (DEM) avalia a melhor opção para
vice-governador dentro do PR. Nos bastidores, um nome cotado é do
dirigente da agremiação Alexandre Bispo. A segunda vaga para o Senado
também está em aberto.


A chapa de Ibaneis tem apenas um senador definido: João Pedro Ferraz
(PPL). A segunda pertence ao PP. O partido indicou o correligionário e
empresário Paulo Octávio. “Se ele quiser, é o nome do PP”, diz o
presidente regional Rôney Nemer.


Com o fim das convenções, o panorama das candidaturas para o GDF
apresenta 11 chapas. É um quadro extremamente pulverizado, com forte
tendência para uma culminar em uma eleição em dois turnos.


Definições e indefinições
Defendendo as bandeiras liberais e conservadoras estão em combate Eliana
Pedrosa, junto ao candidato a vice Alírio Neto (PTB); Ibaneis Rocha ao
lado de Paco Britto (Avante); Alberto Fraga; Rogério Rosso (PSD)
compondo com o pastor Egmar Tavares (PRB); o general Paulo Chagas (PRP)
ombreado com Adalberto Monteiro (PRP); Alexandre Guerra (Novo) com
Erickson Blun (Novo); e o major Paulo Thiago Barreto (PRTB), cuja
campanha busca definir o vice.


O campo progressista é composto pelas chapas de Rollemberg com
Eduardo Brandão (PV) para vice; Fátima Sousa (PSOL) e Keka Bagno (PSOL);
Júlio Miragaya (PT) com Cláudia Farinha (PT) e; Antônio Guillen (PSTU)
ao lado de Eduardo Zanata (PSTU).


Joe Valle decide sair da disputa

O deputado distrital e presidente da Câmara Legislativa, Joe Valle
(PDT), não estará nas urnas nestas eleições. Cotado para disputar vagas
de senador ou de deputado federal, o parlamentar decidiu não se
candidatar mais neste ano. Com raízes empresariais na agricultura
orgânica, ele pretende focar na família e fazer uma “reciclagem política
pessoal”. O movimento fragiliza o Partido Democrático Trabalhista no
cenário político local.


“Não serei candidato nestas eleições. Decidi sair do processo
eleitoral para cuidar mais da minha família. Há 12 anos, estou imerso na
política. A gente precisa dar uma reciclagem. Voltar para as bases. Ir
para o patamar do povo e voltar a ter o olhar do povo”, afirma Joe
Valle.
O parlamentar também pretende voltar a atenção para o mundo da
agricultura orgânica. Mesmo com a decisão, Valle permanecerá filiado no
PDT.


Para o deputado, o futuro do partido está na educação e no trabalho.
“O PDT precisa ficar em cima dessas questões. A educação é o único
caminho para qualquer governo. O PDT deve eleger este tema como uma
questão programática. A educação deve ser tão importante como o próprio
oxigênio para a vida das pessoas”, conclui.


Fraga tem a bênção de Arruda

Com o compromisso de fortalecer a segurança, o deputado federal
Alberto Fraga (DEM) firmou candidatura para o Palácio do Buriti com o
apoio de José Roberto Arruda (PR) no palanque. Além da valorização do
pessoal, ele também promete a racionalização dos recursos e equipamentos
para as forças de segurança. Tendo também as bênçãos de Jofran Frejat
(PR), a chapa buscará unir o campo liberal e conservador contra o
governo de Rodrigo Rollemberg (PSB).



Convenção do Democratas lança Alberto Fraga como candidato ao Buriti. Clube da Saúde.
“Aqui não tem pão com mortadela. Aqui é na base do amor, da amizade.
Acho que todo mundo que está aqui veio porque acredita em uma mudança
para a cidade. A cidade está sofrendo, nosso povo está sofrendo”, bradou
Fraga. A coligação conta com DEM, PR, PSDB e DC. A convenção regional
do Democratas afiançou a candidatura de Fraga. O ponto principal da
campanha será a segurança pública. Neste sentido, o gatilho será a
valorização do material humano.


Além de contar com o ex-governador na campanha, Fraga espera que
Arruda participe de alguma forma em um eventual governo. “Se ele não
tiver participação, pelo menos será um excelente conselheiro”, garantiu.
Fraga promete ir até o final nesta candidatura.


Herança rorizista

Arruda considera que a candidatura de Fraga, cristalizada com a
aliança com o PSDB de Izalci Lucas, é competitiva. “Nossa base histórica
veio de Roriz e passou pelo meu governo. Essa base está muito ligada
hoje ao que Fraga e Izalci representam. E também com tudo que Frejat
construiu nestes últimos anos”, ponderou. Na avaliação do ex-governador,
o ideal seria que os partidos liberais e conservadores estivessem
unidos.


“Não podemos nos esquecer que todas têm um adversário comum. É o
governo Rollemberg. Ele é o adversário da cidade. Ele é quem está
destruindo a cidade. Nós queremos reconstruí-la”, comentou.


Ibaneis: “anti-Rollemberg”

Com um discurso inflamado de oposição, Ibaneis Rocha (MDB) entra na
corrida eleitoral pelo Governo do Distrito Federal (GDF), após a
convenção regional do partido confirmar seu nome como candidato
majoritário. O postulante ao cargo de vice-governador será o presidente
regional do Avante, Pacco Brito.


A coligação será formada por MDB, Avante, PP, PSL, PSC e PPL. No
discurso de lançamento da candidatura, Ibaneis disparou diretamente
contra o governo Rollemberg (PSB). “Brasília tem recursos. O que falta é
governo”, destacou o candidato e ex-presidente regional da OAB.


Ibaneis prepara um campanha de guerra contra o Buriti, buscando o
papel de “anti-Rollemberg”. Nas entrelinhas do discurso, o candidato
sempre menciona o descontentamento da população, dos servidores e dos
empresários sobre os rumos do atual governo.


Argumentando a necessidade de cumprimento da legislação, o candidato
promete honrar com os reajustes pendentes dos servidores públicos do
GDF. Ibaneis planeja buscar as categorias para dialogar e na sequência
buscar recursos para destravar a recomposição da folha.


“O atual governador, inclusive, me convidou para ser vice dele. E eu
disse que não iria. Não que ele seja uma má pessoa. Mas porque ele já
demonstrou que não tem competência para administrar o DF”, alfineta.




Do ponto de vista nacional, a chapa vai trabalhar com palanques
múltiplos. O MDB apoia Henrique Meirelles (MDB) para o Planalto.
Contudo, o PSL não abrirá mão de fortalecer a campanha brasiliense do
deputado federal Jair Messias Bolsonaro (PSL).


PSD escolhe Rogério Rosso

Com a presença do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, o
deputado federal Rogério Rosso (PSD) foi oficialmente lançado para a
disputa do Governo do Distrito Federal (GDF). A convenção do partido
realizada em Ceilândia também confirmou a candidatura do pastor Egmar
Tavares (PRB) para vice-governador.


Por enquanto, a coligação, também conhecida como Terceira Via ou
Aliança Alternativa, conta com PSD, PRB, PPS, SD e Podemos. “Mas estamos
conversando com mais partidos e esperamos aumentar nossa chapa”, afirma
Rogério Rosso. O mote da campanha será o resgate do DF.


“O DF nunca esteve tão mal em geração de emprego, em prestação dos
serviços públicos essenciais. Nós temos recursos do Fundo
Constitucional, mas nossa segurança pública nunca esteve tão
desestimulada. Então vamos fazer exatamente o contrário do que está
sendo feito”, comenta, alfinetando a gestão Rollemberg (PSB).


Entre as bandeiras de campanha, Rosso destaca a valorização do
servidor público de carreira e o desenvolvimento do setor produtivo.
Para o candidato, é preciso compreender e fortalecer a simbiose entre o
setor público e a inciativa privada. “E, no nosso governo, lugar de
secretário não é em gabinete. É na rua, ouvindo e trabalhando junto com a
população”, promete.


Kassab foi um personagem central para o lançamento da candidatura de
Rosso. O cacique nacional abençoou a articulação para que o deputado
federal deixasse a candidatura para o Senado Federal e assumisse a
cabeça de chapa na Terceira Via. O movimento tirou o PSDB do grupo,
levando os tucanos para a coligação com o DEM e o PR.


Candidato a uma das vagas para deputado federal, o atual
vice-governador Renato Santana (PSD) comenta que a coligação ainda está
aberta para outros aliados, inclusive o PDT.
“Nós só temos um veto. Aqui só não entra o governador Rodrigo Rollemberg (PSB). E quem está vetando sou eu”, adiantou Santana.


General representa Bolsonaro

“Nunca entrei em competição para fazer figuração. O jogo já começou e
estou jogando para ganhar”, afirmou o general Paulo Chagas (PRP). A
frase foi disparada logo após o Partido Republicano Progressista validar
a candidatura do militar da reserva novato na política. A chapa será
puro sangue, tendo o presidente regional da agremiação Adalberto
Monteiro como candidato ao posto de vice-governador. Liberal e de
direita, Chagas tem a missão de construir um palanque com musculatura
para o presidenciável, Jair Messias Bolsonaro (PSL).


Segundo Chagas, a campanha é para valer desde o primeiro dia em que
começou a cogitar o comando do Palácio do Buriti. “Procurei o deputado
Bolsonaro e ele disse que ia me apoiar desde o início”, explicou. O PRP
esperou até a última hora por um nome de vice com origem no diretório
regional do PSL. Na falta de uma proposta consistente, Chagas articulou a
chapa pura, tendo Monteiro como companheiro de armas com identidade
programática e entrosamento.



Candidato General Paulo Chagas fala sobre sua proposta de governo.
Para conseguir o apoio do eleitorado, Chagas aposta na condição de
nome novo na política. “Todos falam a mesma coisa, o mesmo discurso. A
diferença é que eu sou a renovação. Todos do PRP são a renovação. Temos a
convicção, a certeza, o comprometimento com o resultado. Não temos
compromisso com a fortuna nem com a possibilidade de nos servirmos com a
coisa pública. Quem fica rico no serviço público certamente é porque
roubou. Porque o dinheiro é, ou pelo menos deveria ser, contado. Não sou
mais do mesmo. Eu sou a nova política”, disparou.


A chapa majoritária de Chagas apoiará o pastor Fadi Faraj, do
Ministério da Fé, para uma das vagas para o cargo de senador. A segunda
candidatura ao Senado Federal ainda está em aberto. No campo
proporcional, serão lançados 48 nomes para a Câmara Legislativa e 16
para a Câmara Federal.



Eliana Pedrosa entrou pessoalmente no jogo para manter o PDT ao do
Pros. A candidata buscou a direção do partido, garantindo palanque para
Ciro Gomes. Na negociação, o PDT ficaria com uma vaga para o Senado,
tendo o filiado Fábio Barcellos como candidato.


Na composição atual, Rollemberg é tido como um personagem “sortudo”. O
governador começou recuperando o apoio do PV, seguindo para a Rede. Na
noite de sexta-feira, conseguiu o movimento emblemático de conquista do
PCdoB. Afinal, o partido estava fechado com PDT, até a morte prematura
da candidatura de Peniel Pacheco (PDT) para o GDF.


As demais chapas de esquerda não contam com o mesmo número de
partidos. Por lado do espectro político, a campo conservador e liberal
está retalhado em sete candidaturas. Ou seja, enquanto Rollemberg
concentra os progressistas, a direita lutará por votos dividida.


O ponto de curva para a decisão do PDT, seja pelo PSB ou pelo Pros,
será a 

oferta do melhor palanque para Ciro Gomes. Simples assim.

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