Após derrota no clássico, Abel Braga não é mais treinador do Vasco

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Abel Braga não é mais treinador do Vasco. Ele entregou o cargo nesta segunda-feira, após a segunda derrota seguida, desta vez por 1 a 0 para o Fluminense, pela terceira rodada da Taça Rio. O veterano treinador vinha sendo criticado praticamente desde que assumiu o cargo, no fim do ano passado, e deixa o Cruz-Maltino com 14 jogos: quatro vitórias, cinco empates e cinco derrotas.

A queda do treinador apenas referenda o que já estava desenhado desde a última quinta-feira, quando o Cruz-Maltino perdeu para o Goiás, em São Januário. Na ocasião, após mais uma atuação e resultado ruim, Abel afirmou que não tomaria nenhuma decisão de cabeça quente, mas deixou clara a possibilidade de deixar o clube. Ele se reuniu com Alexandre Campello na tarde desta segunda para falar sobre a decisão.

Ele chegou a se inclinar ao pedido de demissão após o duelo da Copa do Brasil, mas acabou convencido a continuar o trabalho pelos jogadores e pelo presidente do clube. No dia seguinte, o diretor executivo de futebol, André Mazzuco, veio a público assegurar a permanência do treinador. Desta vez, não houve acordo. O treinador se manifestou através de nota oficial.

– Como falei na minha última coletiva, depois do jogo contra o Goiás, gosto muito do Vasco, do presidente, dos jogadores, da torcida e do ambiente de trabalho. Mesmo com a crise financeira, jamais faltou dedicação e entrega. Mas as coisas não estão acontecendo da forma como imaginamos. Assim, num momento em que os campeonatos estão parados por motivo de força maior, saio para que o clube encontre um profissional que tenha tempo para trabalhar e tentar os ajustes necessários. Fica o meu agradecimento a todos –

Abel Braga também pediu para sair nos últimos três trabalhos realizados: Fluminense, em 2018, Flamengo e Cruzeiro, ambos em 2019.

A escolha do Cruz-Maltino por Abel se deu depois da decisão de Vanderlei Luxemburgo em não permanecer na Colina. Ele foi anunciado no dia 16 de dezembro e assinou contrato até o final do ano. Os principais motivos para a escolha foram a boa relação com o presidente Alexandre Campello e a experiencia no futebol, algo considerado importante para ajudar a blindar o elenco dos problemas do Vasco.

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