A Secretaria de Saúde do Distrito Federal confirmou, nesta quarta-feira (11), a primeira morte por Influenza A H1N1 no DF.

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A Secretaria de Saúde do Distrito Federal confirmou, nesta
quarta-feira (11), a primeira morte por Influenza A H1N1 no DF. O homem,
de 54 anos e portador de doença hematológica não especificada, estava
internado no Hospital Regional de Ceilândia (HRC) e veio a óbito no
final de março.




A confirmação do caso ocorreu nessa terça-feira (10), com o resultado
de exames realizados pelo Laboratório Central, e foi anunciado hoje, em
entrevista coletiva.




Além do óbito, outros dois casos de H1N1 foram confirmados, porém,
evoluíram para cura: uma criança de 15 meses, que estava internada no
Hospital Materno Infantil (Hmib) e outro bebê de um ano de idade,
internado no Instituto Hospital de Base. “Tivemos, ainda, uma morte de
uma criança menor de um ano, porém por um outro vírus chamado
metapneumovírus”, explicou a diretora de Vigilância Epidemiológica,
Maria Beatriz Ruy.




Segundo o secretário de Saúde, Humberto Fonseca, a morte por H1N1
gera preocupação porque em 2017 não foi registrado sequer um caso deste
vírus no DF. “Nossa principal preocupação é com as crianças”, ressaltou,
frisando a importância dos pais aderirem à campanha de vacinação.




VACINAÇÃO – A programação no Distrito Federal para a
Campanha Nacional de Vacinação Contra Influenza 2018 terá início em 23
de abril e se estenderá até 1º de junho. O Dia de Mobilização Nacional
(Dia D) está previsto para 12 de maio.




Durante a campanha, estarão em funcionamento, no Distrito Federal,
114 postos de vacinação, de segunda a sexta-feira, das 8 às 18h. No Dia
D, serão 104 postos de vacinação abertos.


O DF receberá do Ministério da Saúde, na próxima semana, um total de
780 mil doses. A meta de vacinação para 2018 é de atingir 706.988
pessoas, cobrindo, pelo menos, 90% de cada um dos grupos prioritários
para a vacinação.




“No ano passado, a cobertura vacinal foi baixa e isso está refletindo
no aumento do número de casos neste ano”, destacou Beatriz Ruy. Ela diz
ainda que, protegendo a população, diminui-se a circulação de vírus.




São público-alvo da imunização: trabalhadores de saúde, povos
indígenas, crianças na faixa etária de seis meses a menores de cinco
anos (quatro anos 11 meses e 29 dias), gestantes em qualquer idade
gestacional, puérperas (até 45 dias pós-parto), indivíduos com 60 anos
ou mais de idade, pessoas portadoras de doenças crônicas e outras
categorias de risco clínico, população privada de liberdade,
funcionários do sistema prisional, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos
que estejam cumprindo medidas socioeducativas e professores das redes
pública e privada.




Pessoas com doenças crônicas e outras categorias de risco clínico
podem ser vacinadas em todos os postos disponíveis, com a necessidade de
prescrição médica. Portadoras de doenças crônicas não transmissíveis e
outras condições clínicas especiais já cadastrados em programas de
controle das doenças crônicas do SUS devem ir aos postos em que estão
cadastrados para receberem a vacina.




Usuários acamados acima de 60 anos (que durante o período da campanha
não poderão se deslocar até os postos de vacinação) podem agendar a
vacina em domicílio a partir do dia 23 de abril, pelo telefone 160
(Disque-Saúde).




Caso o local onde as pessoas são atendidas não tenha vacinação, é
necessário buscar a prescrição médica na consulta agendada com
antecedência, para evitar filas no período da vacinação. Pacientes
atendidos na rede privada ou conveniada também precisam da prescrição.




BOLETIM –  Somente neste ano, foram 76 casos
positivos para vírus respiratórios – os mais comuns são o vírus
sincicial respiratório (VSR), Influenza B e Influenza A, com seus
subtipos A Sazonal, AH1N1 e AH3 sazonal.




Entre os principais vírus encontrados nas amostras de síndrome
respiratória aguda grave (SRAG) este ano, o destaque fica por conta do
VSR, identificado em 53,9% (41) dos casos. Já o metapneumovírus
registrou índice de 23,7% (18); o Influenza A (H3N2) foi isolado em 5,3%
(4) das ocorrências, o Influenza B em 2,6% (2) e o Influenza A (H1N1)
em 1,4% (1). Foram isolados ainda o adenovírus (3,9%), parainfluenza 2
(3,9%) e parainfluenza 3 (1,4%).




O próximo boletim epidemiológico será divulgado nesta quinta-feira
(12), onde constará o óbito divulgado hoje. Segundo o subsecretário de
Vigilância à Saúde, Marcos Quito, as informações serão atualizadas todas
as quintas-feiras.




DOENÇA – A SRAG é um agravamento da síndrome gripal
(SG) em que, além de apresentar os sintomas gripais como febre, a pessoa
passa a apresentar também dispneia ou desconforto respiratório.




Alguns fatores favorecem a incidência dessas doenças nesta época do
ano, como a diminuição da umidade relativa do ar, fazendo com que as
partículas fiquem em suspensão, favorecendo a poluição ambiental. Além
disto, as quedas bruscas de temperatura em um mesmo dia e a permanência
das pessoas em lugares fechados por mais tempo favorecem a disseminação
das infecções.

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